07:00:05 Quinta, 21 Novembro 2019

Embora integradas em Espanha, as Ilhas Canárias formam uma Comunidade Autónoma com governo próprio e um estatuto especial na UE. O rei Juan Carlos I e a rainha Sofia são os soberanos do Reino de Espanha, e o seu filho príncipe Felipe é o herdeiro do trono.

As Canárias foram declaradas uma província independente de Espanha em 1821, mas a antiga luta pela primazia entre as duas principais ilhas do arquipélago (Tenerife e Gran Canaria) manteve-se durante muito tempo.

Pela Constituição Espanhola de 1978, as Ilhas Canárias receberam o estatuto de Comunidade Autónoma. Na prática, isso significa que o arquipélago permanece sob soberania de Espanha, mas o governo regional goza de uma grande liberdade em relação à gestão dos assuntos internos.

Em 1982, as Ilhas Canárias concretizaram finalmente o seu sonho autonómico e repartiram equitativamente as instituições do novo governo autónomo entre Santa Cruz de Tenerife (capital do grupo ocidental) e Las Palmas (capital do grupo oriental), que assumiram em conjunto o papel de capitais do arquipélago. O parlamento autónomo, com 60 deputados democraticamente eleitos, está sediado em Santa Cruz de Tenerife.

A Gran Canaria, terceira maior ilha do arquipélago, está representada por 15 deputados no Parlamento, um órgão que, para além de seu papel legislativo, aprova os orçamentos das ilhas e nomeia os senadores que representam a Comunidade Autónoma das Canárias nas Cortes Gerais, em Madrid.

Cada uma das ilhas Canárias está dotada de um “Cabildo Insular” (Conselho Insular), que é um órgão administrativo eleito e está dotado de diversas competências a nível local. As ilhas estão também divididas em 77 municípios, 21 dos quais se encontram em Gran Canaria. Cada um dos municípios é encabeçado por um “alcalde” (presidente da Câmara Municipal).